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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

RESPONSABILIDADE DA DIREÇÃO

A Responsabilidade da Direção está definida no item 5 da norma, e este item detalha o seu comprometimento com o desenvolvimento e a melhoria contínua do sistema de gestão, a evidencia desse comprometimento deve ser apresentada através dos itens que a norma apresenta e são citados na íntegra abaixo:
“a) a comunicação aos profissionais da empresa e àqueles de empresas subcontratadas para a execução de serviços controlados da importância de atender aos requisitos do cliente, assim como aos regulamentares e estatutários;”
A Direção da Empresa precisa definir e dar suporte para que informações sobre a definição dos  serviços controlados, quais os requisitos internos e de clientes precisam ser atendidos, além de qualquer tipo de legislação, regulamento, ou estatuto, sendo estes governamentais e/ou do clientes, e que e estes sejam entendidos pelos seus funcionários, e pelos funcionários terceirizados que estejam sob sua responsabilidade. Sendo que este tema é debatido em 5.5.3. - Comunicação Interna.
Um ponto importante da comunicação está ligada a dois outros subitens da norma o 5.2 - Foco no cliente, pois Direção da Empresa precisa definir quais são os seus requisitos e garantir que eles sejam comunicados a todos os envolvidos.
b) o estabelecimento da política da qualidade;
Como falado anteriormente, a Política da Qualidade deve ser estabelecida pela Direção da Empresa, e comunicada a todos os envolvidos, este item já foi detalhado em texto anterior.
c) a garantia da disponibilidade de recursos necessários;
A Direção da Empresa deverá garantir que haja recursos suficiente para a implantação e manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade.
É bom lembrar que quando se trata de recursos, não se trata somente de recursos financeiros, mas o recurso pessoal está incluso. E um desses recursos é a definição, para esta versão da norma, do Representante da Direção da Empresa, que receberá autoridade para que a implantação e/ou manutenção do sistema seja completa. 
Outras responsabilidades e autoridades devem ser definidas pela Direção da Empresa.
d) a garantia de que são estabelecidos os objetivos da qualidade e de que seus indicadores estão sendo acompanhados (ver 5.4.1);
Uma das principais funções da Direção da Empresa é garantir que os objetivos da qualidade sejam, definidos, monitoradas, atingidos e quando isso não ocorrer, gerar ações para correção. o Item 5.4 trata dos Objetivos da Qualidade, e eles também já foram relatados em outros dois textos, devido a sua importância.
e) a condução das análises críticas pela direção da empresa.”
Todo o sistema de gestão da qualidade devem ser analisado de maneira periódica, sendo que os itens a serem analisados estão descritos no item 5.6.2 e 5.6.3

O Item 5 da norma é de suma importância por justamente estar ligado às pessoas que irão planejar e prover recursos para a implantação e manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade.



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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

AUDITORIA DE OBRAS - PBQP-H - REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO


Conforme falado no último artigo “AUDITORIA DE OBRAS - PBQP-H - POLÍTICA E OBJETIVOS DA QUALIDADE” (link para leitura) neste artigo falaremos a respeito da documentação pertinente e obrigatória, que a norma PBQP-H exige. 
Os requisitos de documentação estão tratados no item 4.2 de mesma denominação, mas vamos passar rapidamente pelo item 4.1 da norma que trata dos requisitos gerais da implantação. Este item já foi tratado de maneira ampla em textos anteriores: 
2 Auditorias de obras - PBQP-H - Implantação do sistema de qualidade (link).
3 Auditorias de obras - PBQP-H - Implantação do sistema de qualidade - passo 1 (link).
O objetivo do item 4.1 define o que as empresas construtoras deve fazer, como por exemplo, e de maneira resumida são apresentados abaixo:
  • diagnóstico;
  • os setores de atuação;
  • estabelecimento de listas de serviços e materiais a serem controlados;
  • controlar os processos executivos em todas as etapas, inclusive os medindo.
A importância de se relatar este item agora é pelo fato dele tratar de vários pontos que serão exigidos de maneira documentada, durante uma auditoria. Lembrando que a documentação pode ser apresentada em qualquer meio.

Requisitos de documentação
O item 4.2 - Requisitos de Documentação se subdivide em quatro sub-itens.
O item 4.2.1. Generalidades, é a introdução do item, descreve os documentos obrigatórios para um sistema de gestão da qualidade, e declara que a constituição destes documentos deve ser de modo evolutivo, ou seja, precisam passar por revisões constantes e serem melhorados.
Em 4.2.2 Manual da Qualidade, está descrito o que o Manual da Qualidade deve apresentar, inclusive os detalhes e justificativas para qualquer exclusão de itens normativos.
Os itens seguintes 4.2.3 Controle de Documentos e 4.2.4 Controle de Registros, indica como os documentos da organização devem ser criados, aprovados, utilizados, armazenados e recuperados. Incluindo os documentos de origem externa e que influenciam no sistema de gestão da qualidade da empresa construtora.
Uma nota apresentada pelo item descreve que “Em todos os requisitos, sempre que constar que a empresa construtora deve “estabelecer procedimento documentado”, significa que ela deve: “elaborar, documentar, implementar e manter” estes procedimentos”, para esta finalidade e outras ligadas a gestão documental e da norma PBQP-H, a 3A Treinamento e Consultoria está preparada para auxiliar qualquer empresa construtora, com os nossos serviços.


Para o próximo artigo vamos deixar o item 5 da norma que trata da responsabilidade da direção, desde o seu comprometimento com a implantação do sistema de gestão da qualidade até a realização da análise crítica desse sistema.




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terça-feira, 15 de novembro de 2016

AUDITORIA DE OBRAS - PBQP-H - POLÍTICA E OBJETIVOS DA QUALIDADE

Voltamos! Depois de uma pausa no tema de implantação da norma PBQP-H:2012, voltamos a debatê-lo hoje, dando continuidade aos textos anteriores. Apenas para relembrar, foram escritos até agora três textos com os seguintes temas e links de acesso para você ler e reler:
1 Auditorias de obras - PBQP-H - Gerenciamento de resíduos (link)
2 Auditorias de obras - PBQP-H - Implantação do sistema de qualidade (link)
3 Auditorias de obras - PBQP-H - Implantação do sistema de qualidade - passo 1 (link)
No último texto publicado começamos a debater os passos para a implantação do sistema de gestão da qualidade baseado no PBQP-H:2012, que foi a definição do escopo, onde se determina a abrangência do sistema. E como falado este texto tem a pretensão de debater o desenvolvimento e definição da Política e Objetivo da Qualidade.
Apesar da Política e dos Objetivos da Qualidade serem tratados nos itens 5.3 e 5.4.1 da norma, e na nossa sequência de discussão, ainda não termos tratados dos itens 4 inteiro e anteriores ao 5.3, falaremos deles primeiro pela sua importância, pois são os primeiros passos a serem definidos, logo após o escopo.
A Política da Qualidade
A Política da Qualidade, deve ser definida pela alta direção da empresa construtora, e deve ter impressa nela os propósitos da empresa. Dando ênfase pra esta parte, pois a política não deve ser genérica, como vemos muito no mercado.
Precisa deixar claro o comprometimento da alta direção e da empresa construtora aos atendimentos dos requisitos e com a melhoria permanente do Sistema de Gestão Qualidade - SGQ. E proporcione “uma estrutura para estabelecimento e análise crítica dos objetivos da qualidade”, ou seja que dê abertura de maneira clara para que os objetivos da qualidade sejam determinados e sempre que preciso analisados.
Outro ponto importante da política é a sua comunicação e entendimento. A norma fala que ela deve ser comunicada, um ponto importante é que deve ser comunicada ao funcionários próprios e subcontratados com as suas responsabilidades definidas aos “níveis apropriados da empresa construtora”. Esta comunicação deve seguir um plano de sensibilização, este plano de sensibilização precisa ser comprovado da existência, execução e acompanhamento.
Mais um ponto relevante: não se fala de um plano de comunicação, na versão estudada neste texto, mas de plano sensibilização, ou seja, não basta comprovar que houve comunicação, é necessário comprovar que as pessoas foram sensibilizadas pela política. A sensibilização abrange outro ponto da norma a respeito da política que trata do entendimento da norma, ela deve ser entendida por todos aqueles profissionais, próprios ou terceiros, que tenham alguma responsabilidade no SGQ. Pensando de maneira abrangente, todo aquele que estiver envolvido no processo construtivo, direta ou indiretamente, deve ser comunicado e sensibilizado, a respeito da Política.
A política deve ser analisada criticamente sempre que necessário, e revisada quando couber.

Os Objetivos da Qualidade
O item 5.4.1 da norma trata a respeito dos Objetivos da Qualidade. Eles precisam ser mensuráveis a cada função e nível, lembrando que esses últimos são aqueles que são pertinentes a empresa construtora. Também precisam ser mensuráveis e consistentes com a política da qualidade.
Precisam ser acompanhados e medidos através de indicadores, sistematicamente, e que demonstrem com o passar do tempo que estão evoluindo. Ou seja, não basta acompanhar, e “atingir” a meta determinada, mas se esta meta se manter estável há um longo período, precisa ser revista.
O PBQP-H, na sua versão 2012, incluiu como meta os chamados “Objetivos da qualidade voltados à sustentabilidade dos canteiros de obras”, tratado no item 5.4.1.1, estes itens são utilizados para determinar a quantificação de resíduos, gasto com energia elétrica e água, nas obras, com o objetivo de gerar um valor que possa ser mensurado para a redução desses itens. Este tema foi tratado no artigo “Auditorias de obras - PBQP-H - Gerenciamento de resíduos” e pode ser lido no link.


Mais uma vez de maneira sucinta, descrevemos dois itens da norma, e no próximo artigo, falaremos um pouco sobre a gestão documental solicitada por ela.




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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

GESTÃO DA QUALIDADE E GESTÃO AMBIENTAL

Como falado, anteriormente, este artigo tem o objetivo de tratar a respeito da atuação em conjunto dos sistemas de gestão da qualidade e de gestão ambiental, assunto que será tratado brevemente, pois não se pretende, nem é possível, se esgotar o assunto em um texto. Como referência para tal, usaremos as normas da família ISO 9000 e ISO 14000 ambas na sua versão mais atual.
O primeiro estágio para o entendimento é a apresentação de conceitos.
O Sistema de Gestão da Qualidade
A ISO 9000 Sistemas de gestão da qualidade — Fundamentos e vocabulário, versão 2015 apresenta descreve o Sistema de gestão da Qualidade, assim:
“Um SGQ compreende atividades pelas quais a organização identifica seus objetivos e determina os processos e recursos necessários para alcançar os resultados desejados.
O SGQ gerencia a interação de processos e recursos necessários para agregar valor e realizar resultados para as partes interessadas pertinentes.
O SGQ permite à Alta Direção otimizar a utilização dos recursos considerando as consequências de sua decisão a longo e curto prazo.
O SGQ provê os meios para identificar ações para tratar consequências pretendidas e não pretendidas na provisão de produtos e serviços.”
O escopo de atuação da norma ISO 9001:2015 - Sistemas de gestão da qualidade — Requisitos, descreve que a norma é aplicada a toda organização que necessita, pretende demonstrar que possui capacidade para desenvolver e entregar produtos e serviços padronizados, com qualidade e que satisfaçam de maneira contínua o seu cliente.
Simplificando, é pretenção de todo sistema de gestão, garantir que o processo produtivo, que gerará um produto ou serviço, seja feito de maneira padrão, com qualidade e que satisfaça o seu cliente, ao ponto que ele possa virar referência positiva.
O Sistema de Gestão Ambiental
Já a norma ISO 14001:2015 Sistemas de Gestão Ambiental — Requisitos com orientações para uso, apresenta uma sequencia de conceitos, para a definição de Sistema de Gestão Ambiental, aqui apresentaremos os dois, que para este artigo, são mais relevantes:
“Sistema de gestão: conjunto de elementos inter-relacionados ou interativos de uma organização, para estabelecer políticas, objetivos e processos para alcançar esses objetivos
Sistema de gestão ambiental: parte do sistema de gestão usado para gerenciar aspectos ambientais, cumprir requisitos legais e outros requisitos, e abordar riscos e oportunidades.”
E o seu escopo da norma ISO 14001:2015, a apresenta como ferramenta para uma organização que pretende aumentar seu desempenho ambiental, com o gerenciamento de suas responsabilidades ambientais de uma forma sistemática contribuindo para o pilar da sustentabilidade. A norma ISO 14001:2015 auxilia qualquer organização a conquistar os resultados ambientais pretendidos agregando valor para o meio ambiente. 
Escopos e aplicações

Analisando de maneira sucinta ambos os conceitos e escopos, podemos verificar que as normas podem trabalhar em paralelo ou se complementando. A Norma ISO 9001:2015, dentro de um sistema de gestão é mais abrangente, atendendo ao todo, e com o foco no produto ou serviço a ser entregue. Já a ISO 14001:2015, é uma norma que trabalha agregando valor a este sistema, pois melhorará o desempenho ambiental da empresa, garantindo com que a execução do produto ou serviço, e sua entrega seja feito com respeito ao meio ambiente.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

GESTÃO DA QUALIDADE E O MEG

O MEG
O MEG - Modelo de Excelência da Gestão, foi criado pela FNQ - Fundação Nacional da Qualidade, com o intuito de disseminar a gestão pela excelência, dando estímulo e apoio as organizações brasileiras no seu desenvolvimento e evolução. Sim, brasileiras! O prêmio e o programa são 100% nacionais e tiveram início na década de 90.
Seu objetivo é avaliar o sistema de gestão da empresa pelo seu grau de maturidade, através da pontuação de processos gerenciais e resultados organizacionais, falaremos um pouco a respeito disso mais adiante.
O Sistema de Gestão
A FNQ define Sistema de Gestão como “um conjunto de práticas padronizadas, logicamente inter-relacionadas com a finalidade  de gerir uma organização e produzir resultados.” Ou poderíamos falar que são vários pequenos sistemas que possuem como entrada e saída outro sistema. E o seu principal objetivo é possibilitar que as organizações tenham ferramentas para a implantação de um modelo eficaz de gestão e que possa ser integrado a outros modelos.
A estrutura dos sistema de gestão, descritas pela FNQ e avaliada pelo MEG, é composta por processos e práticas de gestão, sendo que processo é entendido como associação entre recursos e as atividades inter-relacionadas, juntamente com os insumos e se transformam em produtos. Esses processos se dividem em operacionais e gerenciais.
Onde, os processos operacionais transformam insumos em produtos e serviços, sendo alicerçados pelo Sistema de Gestão da Qualidade e o ciclo do PDCA. E os processos gerenciais transformam informações em decisões gerenciais, sendo seu alicerce a gestão empresarial com o ciclo PDCL.
Os ciclos do PDCA e PDCL
O Ciclo do PDCA, para o MEG está no nível operacional, ou seja, deve ser utilizado na execução do processo ou do produto. O ciclo do PDCA foi citado no texto “UM SISTEMA GESTÃO DA QUALIDADE BASEADO NA ISO 9001:2015” dessa série de artigos que pode ser acessado por aqui.
Já o PDCL, seria uma evolução do PDCA, onde o nível gerencial da empresa trabalharia com os resultados deste último e desenvolveria o aprendizado para a padronização do processo.  A figura abaixo demonstra a relação entre eles ciclos. 

A estrutura do MEG
O MEG está embasado em treze fundamentos e oito critérios, e para a premiação ambos possuem peso e pontuação específica, que possibilita determinar o nível que está a organização. Não é objetivo deste artigo detalhar estes fundamentos e critérios, este assunto poderá ser descrito em outro momento, mas abaixo eles serão relacionados.
Fundamentos da Excelência :
1. Pensamento sistêmico; 
2. Atuação em rede; 
3. Aprendizado organizacional; 
4. Inovação; 
5. Agilidade; 
6. Liderança transformadora; 
7. Olhar para o futuro; 
8. Conhecimento sobre clientes e mercados; 
9. Responsabilidade social; 
10. Valorização das pessoas e da cultura; 
11. Decisões fundamentadas; 
12. Orientação por processos; 
13. Geração de valor.
Critérios de Excelência
1. Liderança;
2. Estratégia e planos;
3. Clientes;
4. Sociedade;
5. Informações e conhecimento;
6. Pessoas;
7. Processos;
8. Resultados.
Este artigo teve como o objetivo a breve a apresentação do Sistema de Gestão baseado no MEG. Na opinião da autora o MEG é um sistema que pode ser implantado seguramente em conjunto com qualquer outro sistema, e se pensando na ISO 9001 em sua versão 2015, ambos trabalhariam de maneira conjunta agregando valor a qualquer sistema de gestão.

Esperamos que tenham gostado, e amanhã falaremos sobre como a Gestão da Qualidade pode trabalhar em conjunto com o Sistema de Gestão Ambiental. Até!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

GESTÃO DA QUALIDADE INTEGRADA COM A SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

A Integração entre a Qualidade e a Saúde e Segurança do Trabalho 
Dando continuidade à nossa homenagem ao dia mundial da Qualidade comemorado na segunda quinta-feira do mês de novembro, falaremos sobre a importância da integração entre a Qualidade e a Segurança e Saúde do Trabalho dentro das organizações.
A crescente competitividade vivida no mercado atual, faz com que as empresas busquem ofertar produtos e serviços qualificados, capazes de cumprir as exigências do mercado o qual está inserido.
A Gestão da Qualidade e a Segurança e Saúde do Trabalho desempenham papéis capazes de contribuir para o alcance das metas organizacionais. Assim como abordado no artigo sobre “A importância do Gerenciamento da Qualidade em Projetos” ( que você pode ler aqui ), a qualidade deve acompanhar todos os processos do produto, serviço ou resultado, e o mesmo deve ser aplicado a Saúde e Segurança do Trabalho.
Vamos começar entendendo o objetivo da Gestão da Qualidade e da Gestão da Segurança da Saúde do Trabalho:
Gestão de Qualidade: tem o objetivo de garantir o atendimento dos requisitos pré-estabelecidos pela organização conforme a especificação de cada produto e serviço, para satisfazer as necessidades e expectativas do cliente.
Segurança e Saúde do Trabalho: tem como objetivo promover a saúde e bem-estar do trabalhador em seu ambiente de trabalho, minimizando os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais.  
Ainda que sejam áreas de atuação diferentes, a Gestão da Qualidade integrada a Gestão Segurança e Saúde do Trabalho podem realizar suas atividades, focando o mesmo objetivo no que diz respeito ao cumprimento dos custos, prazos e qualidade do produto, como por exemplo:
Custos: Os custos podem ser minimizados uma vez que a Gestão da Qualidade reduz o número de perdas, e a de Segurança e Saúde do Trabalho reduza o índice de afastamento.
Prazos: O cumprimento dos prazos pode ser alcançado pela redução de retrabalho originada pela aplicação da Gestão de Qualidade, e pela redução de interrupção da produção devido acidentes, impactada pela correta aplicação da Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho.
Qualidade do produto:  A qualidade é o próprio resultado esperado pela Gestão de Qualidade, e pela Gestão de  Segurança e Saúde do Trabalho ao fornecer aos trabalhadores condições adequadas para o desempenho de suas atividades.

A gestão integrada entre qualidade e segurança e saúde ocupacional possibilita a garantia de padronização na execução de serviços e produtos, em conjunto com o cumprimento das NR’s cabíveis, procedimentos internos de segurança e/ou qualidade, e legislação trabalhista cabível alcançando a tão almejada satisfação do cliente.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

UM SISTEMA GESTÃO DA QUALIDADE BASEADO NA ISO 9001:2015

Dando continuidade a nossa série de artigos em homenagem a Semana Internacional da Qualidade, hoje falaremos um pouco a respeito de um dos sistemas mais conhecidos e utilizados no mundo para a padronização da qualidade e o sistema que ela está inserido. Falaremos a respeito do sistema de gestão da qualidade baseado na ISO 9000.
A ISO
A ISO é uma entidade de padronização e normatização, que foi criada em Genebra, na Suíça, em 1947, a sigla significa International Organization for Standardization - ISO, e surgiu após a reunião de delegados de 25 países numa reunião em Londres, com o objetivo de criar a entidade. Hoje a ISO tem cerca de 165 países integrantes.
Apesar da “ordem das letras não estar correta”, pois o correto seria IOS, ela foi escolhida pois isos é uma palavra derivada do grego, que significa igual. Antes disso ela era conhecida como Federation of the National Standardizing Associations – ISA (Federação Internacional das Associações Nacionais de Normalização), e surgiu em 1926, seu principal objetivo era criar normas no domínio da engenharia mecânica, e foi dissolvida durante a Segunda Guerra Mundial. 
A ISO desenvolve e publica Normas Internacionais em várias atividades, que surgiram devido a necessidade de se padronizar o comércio internacional, que teve um crescimento relevante nos séculos XX e XXI. Afinal se os produtos são fabricados conforme as normas nacionais há possibilidade dele não ser aceito internacionalmente, devido a falta de padrão.
A família ISO 9000
A ISO é dividida por “famílias”, e a família da ISO 9000 está relacionada aos Sistemas de Gestão da Qualidade, e somente a ISO 9001 é passível de certificação, essa certificação atesta  a conformidade de fabricação de um produto ou execução de um serviço de uma organização com os padrões ISO.
Um sistema de gestão da qualidade implantado ajuda a organização a implantar processos que otimizem sua execução e melhorem a eficiência operacional, e é baseado nos princípios da qualidade:
  • Foco no cliente
  • Liderança
  • Engajamento das pessoas
  • Abordagem de processos
  • Melhoria
  • Tomada de decisão baseada em evidência
  • Gestão de relacionamento
A ISO 9001
A ISO 9001, denominada “Sistema de Gestão da Qualidade - Requisitos", tem como escopo a especificação de requisitos para um sistema de gestão da qualidade para qualquer organização, independente do seu porte ou ramos de atuação, que deseje demonstrar capacidade de entrega de produtos e serviços que atendam aos requisitos de clientes, além de atendimento requisitos estatutários e regulamentares, quando aplicáveis,  e também, o aumento da satisfação do cliente através da melhora contínua
A norma emprega a a abordagem de processo, incorporando o ciclo do PDCA - Plan, Do, Check, Act, e na versão 2015 incorporou também a mentalidade de risco.
A aplicação da abordagem de processos tem com o objetivo habilitar a organização a planejar os seus processos e interação entre eles. E a mentalidade de risco habilita a organização a determinar os possíveis fatores que causariam algum tipo de desvio na execução dos seus processos, podendo prever e agir antes dessa ocorrência.
O Sistema de Gestão da Qualidade, baseado na ISO 9001, é um sistema normatizado que atua sempre de maneira preventiva, e que corrige os desvios que ocorrem ao longo processo, eliminando-os.
Este é um breve, mas muito breve, resumo de um sistema baseado na norma ISO9001:2015, esperamos que tenham gostado.

Amanhã tem mais!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

GERENCIAMENTO DE PROJETOS - QUALIDADE

A importância do Gerenciamento da Qualidade em Projetos 
Como falado anteriormente (leia o primeiro post aqui) na segunda quinta-feira do mês de novembro comemoramos o dia mundial da Qualidade. Festejando esta data a equipe da 3A Treinamentos e Consultoria Integrada disponibilizará, durante toda a semana, artigos diários com temas relacionados ao tema.  
Neste artigo iremos falar um pouco sobre os processos de Gerenciamento da Qualidade em Projetos, identificando as fases que cada um é empregado e a sua importância.
Primeiramente, vamos conhecer as definições de Qualidade e Gerenciamento de Qualidade, segundo o Guia PMBOK. 

 Qualidade: É “o grau com que um conjunto de características inerentes atende aos requisitos”. Sabemos que os requisitos de um produto, serviço ou resultado são aqueles estipulados conforme suas especificações e conforme as expectativas do cliente. 
Gerenciamento de Qualidade: O “Gerenciamento da Qualidade do projeto inclui os processos e as atividades da organização executora que determinam as políticas de qualidade, os objetivos e as responsabilidades, de modo que o projeto satisfaça as necessidades para as quais foi empreendido”.
Os processos de Gerenciamento de Qualidade acompanham o desenvolvimento do produto, serviço ou resultado desde sua fase inicial até a sua entrega e são divididos em: Planejar o gerenciamento da qualidade, Realizar a garantia da qualidade e Controlar a qualidade.
  • Planejar o gerenciamento da qualidade – O planejamento de gerenciamento da qualidade é realizado juntamente com o planejamento do projeto. Tem como objetivo a identificação dos padrões da qualidade e meios para alcançá-lo. Concentra-se na definição da qualidade do projeto. 
  • Realizar a garantia da qualidade – A garantia da qualidade é realizada durante a execução do projeto. Seu objetivo é assegurar que o projeto está sendo desenvolvido atendendo os padrões de qualidade definidos, garantindo que as práticas e procedimentos estabelecidos estejam sendo seguidos e sejam apropriados para o projeto. Nesse processo é possível verificar se há a necessidade de melhorias ou modificações.
  • Controlar a qualidade – O controle da qualidade é realizado durante monitoramento e controle do projeto. O objetivo é monitorar os resultados do projeto, e garantir que as entregas estejam corretas e atendam os padrões de qualidade determinados. 

Concluímos que o Gerenciamento da Qualidade fornece as organizações a garantia de que seus produtos, serviços ou resultados serão entregues conforme o planejado, atendendo os requisitos e padrões previamente estipulados, atendendo as necessidades e expectativas de seus clientes, e influenciando no cumprimento dos prazos e redução dos custos do projeto, além de buscar a melhoria continua.

domingo, 6 de novembro de 2016

GESTÃO DA QUALIDADE

O Dia Mundial da Qualidade 
O Dia Mundial da Qualidade é comemorado na segunda quinta-feira do mês de novembro, desde 1990, quando foi ratificado pela ONU,  após  a proposta feita pela Japanese Union of Scientists and Engineers - JUSE, a European Organization for Quality - EOQ e a American Society for Quality - ASQ, em 1989. sendo que este dia já era comemorado no Japão desde 1960. Este ano será comemorado no dia 10 de novembro .  
E para celebrar esta data a equipe da 3A Treinamento e Consultoria preparou uma série de artigos sobre o tema que serão,  especialmente produzidos para publicações diárias durante o decorrer desta semana. Esperamos que gostem! 
Pra iniciar falaremos um pouco sobre sua história e algumas definições de qualidade. 
A História da  Qualidade
O Código de Hamurabi 
O Código de Hamurabi é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C. No total eram 281 leis que foram talhadas em uma rocha, elas descreviam as regras e punições para a vida cotidiana, e eram aplicadas em várias áreas, onde pode-se citar como exemplo, algumas delas: relações familiares, comércio, construção civil, agricultura, pecuária…O código foi baseado na antiga Lei de talião, “olho por olho, dente por dente”, sendo assim para cada ato fora da lei haveria uma punição, que para época era proporcional ao crime cometido.

O seu principal objetivo era unificar o reino através de um código comum a todos. Para garantir que esses códigos chegassem ao conhecimento de todos, o rei Hamurabi mandou espalhar cópias do código por todo o reino. 
Um exemplo de como o Código de Hamurabi, já estabelecia uma certa gestão e preocupação com a qualidade na construção, está no seu Art. 25 § 227 que diz: “Se um construtor edificou uma casa para um Awilum, mas não reforçou seu trabalho, e a casa que construiu caiu e causou a morte do dono da casa, esse construtor será morto”. Ou seja, neste caso, estamos falando de “garantia de qualidade do produto entregue ao cliente” e “satisfação do cliente”.

O Livro dos Mortos
Foi escrito entre 1550 a 1070 a.C, no Egito, e o seu nome original era “Livro de Sair Para a Luz” que para os egípcios foi uma obra do deus Thoth, nele continha uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito, retirada dos sarcófagos e acrescidas de estrofes. Estes escritos eram registrados em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias. “O objetivo destes textos era ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, afastando eventuais perigos que este poderia encontrar na viagem para o Além.”
É considerado o primeiro sistema de qualidade documentado da Terra, foram comprovados, em túmulos encontrados, que os procedimentos descritos eram cumpridos rigorosamente.
O Exército de Terracota
O Exército de Terracota, foi criado para ser enterrado junto com o corpo do Imperador chinês Qin Shi Huang Di, que teve sua dinastia no governo de 211 a 206 a.C.
O principal objetivo do exército era cuidar de seu soberano na vida após a morte, conceito enraigado na cultura espiritual dos chineses. São mais de oito mil imagens de soldados e cavalos, em porte natural, sendo que essas imagens foram feitas por artesãos diferentes. Cada uma das figuras possuía a marca de seu artesão, Isto permitia reconhecer e punir os artesãos que falhavam em atender as especificações do Imperador.
Este é um bom exemplo rastreabilidade!

Gerenciamento Científico





Criado por volta de 1875 por Frederick Taylor nos EUA, consistiu em em dividir o trabalho em unidade menores facilmente realizadas - a primeira abordagem para tratar de produtos e processos complexos.
Tinha foco na produtividade, por meio de :
  • cientificamente selecionar, treinar e desenvolver cada funcionário;
  • fornecer instruções pormenorizadas e supervisão de cada trabalhador no desempenho de suas tarefas;
  • dividir o trabalho quase igualmente entre gestores e trabalhadores, de modo que os gerentes pudessem planejar cientificamente as atividades de forma a garantir que estas fossem executadas.
Exemplo claro de gestão de processos.
Produção Seriada



Criada e colocada em prática entre 1900 e 1930, nos EUA por Henry Ford, o primeiro empresário a aplicar a montagem em série para produzir em larga escala, em menos tempo, e com menor custo. Seu modelo de administração transformou os transportes e a industria dos EUA, com a criação da linha de montagem, e o maior refinamento dos métodos de trabalho para melhorar a produtividade e qualidade. 
Ford desenvolveu os conceitos erro-prova de amostragem, a auto-inspeção, a inspeção durante o processo.
Controle Estatístico de Processo 

O Controle Estatístico de Processo - CEP, foi criado William E. Deming, no Japão em 1946. Deming foi convidado a ir ao Japão pela Economic and Scientific Section of US War Deparment para ajudar as forças de ocupação na reconstrução da indústria japonesa. Sendo um dos criadores da Japanese Union.
A partir de 1950, ele ensinou altos executivos, como melhorar projetos, qualidade de produto, testes e vendas através de vários métodos, incluindo a aplicação de métodos estatísticos como análise de variantes e testes de hipóteses. 
Ele também cria os 14 princípios da gestão e o ciclo do PDCA.

Apesar de alguns exemplos, parecem algum tipo de piada, todos eles demonstram a trajetória da qualidade junto com a evolução humana, e que mesmo não tendo a denominação e aplicação que usamos hoje, já havia algum tipo de preocupação com o processo, gestão, e melhoria da qualidade.
O que é qualidade?
A seguir mostraremos algumas definições do que é qualidade.
“Qualidade é adequação ao uso.” - Joseph M. Juran
“Qualidade é a maneira de se gerenciar os negócio da empresa.” - Armand Feigenbaum
“Qualidade é a conformidade com especificações” Philip Crosby
“Rápida percepção e satisfação das necessidades do mercado, adequação ao uso dos produtos e homogeneidade dos resultados do processo.” Kaoru Ishikawa
“Uma organização focada em qualidade promove uma cultura que resulta em comportamentos, atitudes, atividades e processos que agregam valor através da satisfação das necessidades e expectativas dos clientes e de outras partes interessadas pertinentes.
A qualidade dos produtos e serviços de uma organização é determinada pela capacidade de satisfazer os clientes e pelo impacto pretendido e não pretendido nas partes interessadas pertinentes.
A qualidade dos produtos e serviços inclui não apenas sua função e desempenho pretendidos, mas também seu valor percebido e o benefício para o cliente.”  - ISO 9000:2015

Como falado no início, este é o primeiro de 7 artigos especiais sobre a qualidade, que iremos publicar ao longo da semana em homenagem a semana da qualidade que começa hoje. Esperamos que você que chegou até aqui tenha pelo menos se divertido com este texto, pois acreditamos que ele foi apropriado para um domingo!

Amanhã tem mais! 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Auditorias de obras - PBQP-H - Implantação - passo 1

A implantação do sistema de qualidade 
No terceiro texto a respeito de auditorias de obras baseadas na norma PBQP-H:2012, vamos tratar da implantação do sistema.
Toda a implantação deve ser baseada no ciclo do PDCA, que no corpo do texto do SiAC foi traduzido e definido da seguinte forma:
“ 1. Planejar: prever as atividades (processos) necessárias para o atendimento das necessidades dos clientes, e que “transformam” elementos “de entrada” em “elementos de saída”.
2. Executar: executar as atividades (processos) planejadas.
3. Controlar: medir e controlar os processos e seus resultados quanto ao atendimento às exigências feitas pelos clientes e analisar os resultados.
4. Agir: levar adiante as ações que permitam uma melhoria permanente do desempenho dos processos.” 
Lembrando que neste texto trabalharemos com o Nível A do PBQP-H ( tratada no texto anterior e você pode lê-lo aqui ), pois atende a todos os critérios da norma. E que o Regimento do SIAC - nível “A” é aplicável a empresas de Execução de Obra, e deve ser utilizado em conjunto com o Regimento Geral do SiAC, Regimento Específico da Especialidade Técnica Execução de Obras e Requisitos Complementares - Execução de Obras, para os diferentes subsetores e escopos de certificação. Mas estes regimentos, serão debatidos em outro momento.
O P - Planejar é o primeiro passo para a se realização de uma implantação, ou seja, detalhar todos os passos que serão seguidos para a implantação: escopo do sistema, levantamento e adequação documental, estruturação dos objetivos e policia da qualidade, etc. É importante que todo o planejamento esteja documentado e seja divulgado aos interessados, e reforçando, que é necessário divulgar aos interessados (todos os envolvidos direta ou indiretamente) e não somente aos responsáveis (o que irão executar alguma tarefa). E, principalmente, que seja realizado em conjunto com os responsáveis pela implantação.
O escopo
Quando se defini o escopo do sistema de gestão, está se definindo quais os processos da empresa construtora serão certificados. O glossário do PBQP-H, disponível no site do Ministério das Cidades, na página exclusiva do PBQP-H (http://pbqp-h.cidades.gov.br), defini escopo de certificação como: “Produtos oferecidos e serviços prestados por uma empresa, cobertos pelo seu sistema de gestão da qualidade.” 
No corpo do  Regimento do SiAC a descrição de Escopo de Aplicação, no seu item 1.5, descreve que todos os requisitos do referencial são válidos às empresas construtoras, sendo este genéricos e aplicáveis a todas as empresas independente do seu tamanho, e declara que além desses requisitos há os específicos de cada setor, chamados Requisitos Complementares, que cada um é válido para um subsetor.  E ressalta que os requisitos não aplicáveis, mas somente os indicados na Seção 7 - Execução da obra, e que não afetem a capacidade ou responsabilidade de entrega de um produto ao cliente.



O próximo passo é a descrição da Política e dos Objetivos da Qualidade, mas para que o assunto não se prolongue, neste momento, nem seja cansativo falaremos no próximo texto dessa série.






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